A PASSAGEM DO IMPERADOR PELA CAPELA DO PATRIMÔNIO

Consta na história do Santuário que o Imperador do Brasil Dom Pedro II, ao passar por esta região, passou pela Capela da Senhora da Conceição (Padroeira de Portugal e Colônias de Além-Mar), venerou a Imagem da Padroeira e doou o primeiro sino de bronze, com o brasão de armas da Monarquia, que existe até hoje no santuário. Este sino foi enviado pelo Ministro do Interior e dos Cultos do império.

As crônicas desta passagem de sua Majestade Imperial foram destruídas pelo incêndio que destruiu o Santuário em 1898, queimando o registro de terras e de tombo do lugar. Restou apenas a tradição oral.

A caravana do Imperador descansou no povoado, onde descansaram os animais no “ Pasto da Santa”, local atrás da capela onde os romeiros deixavam os  bois e os cavalos descansar pois vinham em carros de bois ou a cavalo para as festas. Iam a caminho do Palácio Imperial de Avanhandava.

Passou também o Conde D’Eu, esposo da Princesa Isabel, rumo aos campos de batalhas quando o Brasil estava em guerra com o Paraguai.

O famoso Visconde de Taunay passou pelo povoado documentando o que aqui existia, especialmente quando em seus registros fala “dos fazendeiros da região e da família Castilho”.

Sabe-se que o Imperador contribuiu para a ampliação do Santuário da Senhora da Conceição, tendo patrocinado também a Capela de Planalto que na época se chamava Vila de São Gerônimo e de outras capelas por onde passou rumo à Vila de São José  do Rio Preto.

Como sinal desta passagem ficou o sino, a padroeira e o movimento monarquista. Esta região não aceitou a proclamação da República enviando reforços para a Revolução do Ribeirãozinho em 1902 que, chefiados por Joaquim Matheus Corrêa, quiseram restaurar a monarquia onde dois mil homens incentivados por Ferreira Castilho reuniram-se na praça da Matriz de São Sebastião do Ribeirãozinho, apoiados pelo Padre, prenderam o Prefeito, destituíram o delegado e prenderam toda a guarda; confiscaram a torre da igreja, prenderam o sacristão, badalaram os sinos, à vontade, o que servia de comunicação entre eles. Por ser fim de linha férrea, estacionaram um trem completo: maquinista, foguista, biqueiro e os passageiros do trem, tomaram a estação e hastearam a Bandeira do Império. Colocaram o canhão na praça e enviaram um trem com 400 voluntários rumo a Araraquara para interceptar as forças republicanas liderados por Bernadino Botelho e Toledo Lara. Depois de derrotados e presos foram reunidos em Araraquara enviados para São Paulo e daí para a capital federal o Rio de Janeiro, onde foram julgados e processados. Entre eles estavam Ferreira Leite, Soares Fagundes e Amaro Leite, de famílias deste povoado.
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